Marcas

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

 

“Você tem 15 anos. Ela também. A primeira vez que vocês se encontram é na festa de amigos da escola. Aquela é uma oportunidade em mil e você está ali para ... fazer alguma coisa acontecer. É quando ela cruza seu olhar, difícil não percebê-Ia. Tudo acontece muito rápido, mas para você foi em câmera lenta, como num comercial de TV. Ela está a mais de cinco metros de distância, mas você jura que sentiu seu perfume, quase o frescor de sua pele. Ela não olha, ela não te vê, ela passa reto, ela vai indo embora, ela vai te ignorar, quando de repente ela se vira sem avisar e te encara nos olhos. Você viu um sorriso? Meses depois, você vai confirmar que sim. Meses depois, vocês já vão juntos ao cinema, pegam na mão um do outro, trocam beijos quentes no escuro e, às vezes, as mãos vão um pouco mais além. Cada filme é um vulcão. O sangue parece não caber no corpo. Emoção só superada quando, finalmente, os pais dela resolvem confiar em vocês e sair. E o sofá da sala é inevitável, antes mesmo de eles terem chegado ao térreo (o apartamento fica no primeiro andar). Vocês se devoram feito canibais e aquela paixão, nascida quando "a luz dos olhos seus e a luz dos olhos meus" resolveram se cruzar, amortece a vida toda em volta. Tudo só tem sentido se vocês estiverem juntos. Um dia, quem diria, vocês resolvem ficar mesmo juntos de vez e se casar. Você á leva para casa, vocês vivem diariamente um amor sereno dos anos mais maduros. Vocês vão ficando juntos enquanto o tempo passa e, vez por outra, lembram daquela festinha bacana dos amigos da escola e do sofá, onde tudo começou.



Ele é o  consumidor. O nome dela é Marca.” (Texto extraído do livro - Marcas, Uma história de Amor Mercadológica).



 
 
 

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